
Eu vou sofrer o eterno dissabor dos meus amores. Que os torno desamores, que me dominam feito temores. Tenho a habilidade da conquista sob deveras apreço, mas sofro da impossibilidade de cultivá-la. Conheci os melhores corações, pena, porém sempre tendi as paixões efêmeras. Conheci as melhores pretensões, pena, porém sempre as troquei pelas tensões transitórias e aventureiras das paixões. Fui amado pelas mais graciosas almas, mas nunca tive a calma de saber aprecia-las como um sujeito sob as exigências da maturidade. Quantas eu deixei de encarar sobre a qualidade de compromisso que amor com meigo modo solicita? Quantas eu me resguardei da sincera entrega que o amor suscita? Nunca promovi uma singela se quer história de amor. Talvez eu morra sem um amor por não saber uma linda história de amor escrever. Eu não sei amar até mesmo quem assaz fez por merecer. Eu vou morrer sem um amor e sem o mais deleitoso e encantador dizer a outrem;
- Eu amo você!
Por Dias, Anderson