quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Coração vadio


Esse meu coração vadio...

Que permeia sobre os sentimentos alheios. Coração que mesmo desolado, não se cansa de doar-se. Entregar-se sem amor, mas entrega-se como se tivesse, e demonstra isso na perícia do calor. Vadio, usa sutilmente os macetes da paixão, ele gosta de deleitar-se sobre afagos e abraços fervorosos e animados, no entanto viciadores. És vadio viciado pelas veredas da libertinagem, vadio és, nas veias da auto-sabotagem.

Caminhas entre finos braços e lindos lábios, no entanto, vê seu destino, sem rumo, sem prumo, eterno andarilho da brasa, a cada apego do qual de fato não se apega, mais atrasa o fim duma bela fábula. Aquela que qualquer coração, por mais vadio que seja, apetece viver.

Mas vadio que é vadio, não aprende, sofre, geme quieto, mas não se permite deixar de querer o gosto, o molhado da boca alheia, a pele lisa, as pernas, o dorso, a suavidade que o pescoço expressa e o embaraçar dos cabelos. Isso tudo tem o poder hipnotizá-lo, porém não pense que tire sua ciência.

Chora vadio, choras porque sabes teu final. Todo esse seu glamour é o seu próprio veneno fatal, é seu conto mortal, brutal. Conheces bem o caminho para encantar uma dama, és perito no calor. Entretanto, senhor vadio coração, por ser assim tão vadio, terás o teu salário e por sua vez este será...

Morrerás só, em sua cama, morrerás só, não terás nenhuma dama. Irás morrer sem conhecer a essência e a delicadeza que carrega o amor.

Morra vadio, morra, por favor!

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Maloca minha...


...como estás? Maloca minha, se conheceres. Maloca minha, amarás."

Por Dias, Anderson

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Primavera


Não há como não sorrir, vossa chegada tem mais cores, mais primores. Lindas são as vidas de vossas flores. Sentir-te-ei nesta vossa passagem, quão bom serás. Quão pura és. Nos campos, o cio da fartura, o brio de vosso aroma traz-me a cura, sempre, instantaneamente. Enchestes deveras minh’alma de paixão e de calma, deitar-me-ei em vossa grama sem o peso de minha talma. Respirar-te-ei fundo nessa era.

Estarei mui bem contigo ó linda primavera.

Por Dias, Anderson

Ilumina


Nenhum passado
Irá condenar-te.
Liberte-se,
Tem que acreditar.

Pois na chegada da luz,
Tudo muda.
Tudo se faz diferente,
E ilumina a nos.

Ilumina a vida.
Ilumina.
Ilumina o bom menino,
E a boa menina.

Tudo Ilumina.

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Da hora...

É, ela me chamou de da hora.
Pensei na hora...
Isso já sabia desde outrora.
E perguntei sem demora...

Tá, mas e daí coração? Agente beija agora?
Ela olhou pra mim, sorriu e disse...
Disse não, agiu.
Foi um “smack” na hora! Da hora!

Por Dias, Anderson

"Toda brisa...

...faz-me rei, pois fecho os olhos, levanto a cabeça, respiro fundo e logo sinto meu reino interior."

Por Dias, Anderson

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Toco-te, toca-me


Nosso encontro desde outrora, bagunça-me até agora. E ainda mexe comigo, tu tocas minha estrutura, cutucas minhas entranhas. Mantemos viva nossa sina, nos encontramos constantemente e gosto quando tu vens assim, querendo-me, pedindo a tocar-te, sem escrúpulos, toco-te em qualquer parte. Pira-me, inspira-me, pausa-me, respiro-te.

Demais!

As cordas balançam, nossas almas dançam entre os teus tons e a minha poesia, feita com a voz do coração, louvor em demasia. Toda minha, és minha deusa, musa, rainha. Tão minha és, tão dentro de mim, e vivo por ti. Faço a ti como quero, faço do modo que venero.

Tu és a minha percussão, minha delicia, minha excitação, és a minha bateria, meu gozo, minha histeria. Minha guitarra, donde minh'alma amarra-se. Meu contrabaixo, donde num tempo perfeito encaixo-me em ti. Tu és o tambor do meu coração, donde bate a essência do amor, tu és sim meu tambor. Tu fazes-me bem no frio com café, fazes-me bem no calor da fé.

Quando vens na sala, toda minha, e eu no sofá, minh'alma, já não se sente sozinha, e ali é o ninho, da nossa arte, do nosso estandarte, nasce nossa cria oriunda da inspiração, até a aurora, eis a nossa composição.

Assim vai se dando nossos frutos dançantes, nossos aturados e magníficos encontros em perfeita sintonia, em cabal harmonia.

Intimidade... Permite-nos, então...


Toco-te, toca-me!

Por Dias, Anderson

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O despertador toca...

E você não levanta.
O gato mia,
E você não o alimenta.
Desse jeito quem aguenta ?
Que vida é essa? Monotonia.

Por Dias, Anderson