sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mudança


Ainda que o aperto do iniciar da escuridão,
Tente tirar-me a concentração,
De minha nova meta, a mudança.

Firmo-me ainda mais para não frustrar-me,
Não quê aquilo que já me ocupou não possa voltar,
Mas sim, que a mudança, mostrou-me que independente do que for...

Só minha postura é o que me faz conquistar...
O velho, o novo, o renovo e aquilo que jamais ousei imaginar!

Por Dias, Anderson

terça-feira, 28 de julho de 2009

Diferente


Hoje acordei diferente.

Sorri diferente.

Ainda deitado, sozinho no meu quarto.

Parecia um "doente"!

Ah! Ao menos, me fez bem.

Não sei o porquê, mas foi diferente.


Por Dias, Anderson

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pela primeira vez


Pela primeira vez...

Ouvi sua voz e não senti necessidade de ti, tive calmaria, não senti aperto algum. Consegui aquela mesma postura que tu tevês, quando vistes, minhas lágrimas discorrerem veracidades, quando vistes minha inconseqüente atitude afim de não aceitar.

Foi numa quinta-feira de manhã, uma da qual nem consegui me levantar para realizar os meus afazeres, que venci meu coração, a ele eu disse:

- Aquieta-te!

Foi ali que venci, foi ali que minha homeostase veio a se organizar, daí, pude deitar-me e verdadeiramente meus olhos pregarem, daí, eu pude acordar e não sentir tua falta, daí, pude alimentar-me deveras das cousas saborosas, daí, pude pensar sem lembrar-te, daí, pude ouvir música de amor sem querer-te.

Desliguei-me!

Cheguei a pensar que não conseguiria desprender-me de ti, pois bem, enganei-me, eu consegui. Dei-me à liberdade, assim como tu fizeste, dei-me a mim mesmo e afirmei-me em oposição aos meus sentimentos.

Agora ao encontrar-te na rua, certamente, esboçarei um ligeiro sorriso, afinal, respeito-te. No entanto, não seremos pueris de acharmos que tudo há de ser tão natural, pois de fato não será. Somos adultos e saberemos nos comportar ante a essa condição.

Já que mencionei o saber, ultimamente tenho sabido, assaz, tenho aprendido, assaz, aprendi que não preciso odiar-te e nem amar-te, contudo o respeito deve-se jazer puro, intacto e veraz.

Estou bem, e creio que tu deste mesmo modo estás. Não busques saber de mim, pois a ti nada mudará, até porque, nossas inerências não mais existem.

E foi assim que tu escolheste!

Por Dias, Anderson

domingo, 26 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Águas desse mar


Já sofri, já chorei nessas águas salgadas, minhas mágoas afogadas na ilusão, eu não soube conduzir o barco, não tiver forças para segurar o leme, não encontrei o marco do mapa.

E isto me ocorreu, logo que Vossa pessoa escolheu o desbravar do Novo Mundo, mas já aceitei a perda, sou marinheiro vivido, talvez não mui sabido, mas o pouco que sei foi através do sofrido. A pérola se foi na imensidão, muito além do mar morto, foi como um aborto à razão do meu navegar.

Ainda assim me restou meu velho casco batido, contudo valente, permaneço nas costas do meu velho continente, em minhas mãos fortemente, aperto minha corrente de fé e torno-me mais sorridente, mesmo fadigado.

Darei mais valor a minha terra, e por ela se necessário for provoco guerra, não vou mais chorar pelas perdidas da vida, nem pelas idas sem voltas. Amo meu barco, minha praia, meu aconchego, reparti do pouco que tinha, minha cumbuca de peixe, óleo e farinha.

Lembra da promessa que te fiz?

Se um dia me tornasse rei, de ti faria minha rainha.

Entretanto, a vida nos prepara distinção, donde, agente pára, reflete e consolida que na bonança do mar, não houve ladainha, porém quando veio a tempestade, tu deixaste minha alma sozinha em meio as águas agitadas, afim, de findar uma história e constituir-me feito lenda em teu coração.

Conheças, vá e conheças o novo mundo, vá e conheças o que o mesmo lhe reserva, fantasias, tropicalismo, calor exacerbado, suor, muito suor, deseje o peridesmo desconhecido, sobrepuja-se aos teus sentimentos momentâneos.

Troque o navegar de um destino certo, porém, longínquo pelo destino incerto, mas, mui, mui atraente, eu sei.

Deleite-se!

Enquanto eu vou lutar por minhas “dracmas” e navegar próximo ao penhasco sombrio, vou suportar o meu frio sem teu calor, porém amanhã sairei novamente a navegar, quem saiba não encontre uma nova pérola da qual de corpo e alma eu possa amar, aqui vou ficar, eternamente, nas águas desse imenso mar.

Por Dias, Anderson

Voo da vida


Às vezes engasgo, quando vejo o tamanho do rasgo, do estrago, fico gago. A dor da remoção da carne dói, moí o coração. No entanto a dor se faz necessária, quando há uma nova viagem, marcada para o piloto aprendiz.

Aquele plano faliu, mas nem por isso tu vai declinar tua existência a fio, ame-se, e encontre o novo caminho, por mais que nesse, tu caminhes sozinho. Sem alento humano, sem o gosto do vinho.

Seja soberano, por mais que ainda se sinta tolo perante os erros, suas deformidades não suportam as decepções, pois estas as levam ao merecido enterro. Olhe adiante, o horizonte é uma linha que estremece, vista de longe, e se move conforme sua prece.

Um passo à frente e não existe mais aquela condição, que te trouxe tristeza, choro, lamúria e maldição. O mais interessante do passado é que ele passou, e não mais pode ser tocado, no entanto, o mais belo é que nas páginas em branco, tu podes fazer o registro de uma nova história.

Traçar uma nova trajetória, e alçar voo sem medo, sem tremer os joelhos e roer as unhas dos dedos. E vai deixando cair marcas, aquelas que o impedem de viver o novo, jogue fora as roupas, compre novas, jogue fora as fotos, pois novas paisagens virão, jogue fora aqueles velhos versos, pois não fazem mais sentido e certamente virá inspiração, deixe de ser pirado do passado, e seja louco por um novo traçado.

Então, rasgue, esmague, mesmo que engasgue, tem que se libertar, a aurora já está a chegar, e durante o voo, logo saberá onde e quando pousar. Até porque, essa é a hora de começar à viajar, sem dor, sem mácula.

Firme um novo plano, use as armas que a lição de vida lhe deu, doeu, eu sei, mas a carne morreu. De desilusão ninguém merece morrer, pois a mesma prega peça, para que tu peças à Deus, o saber do viver. Viva, por mais que o plano do dom maior tenha de morrer, todavia, no próximo alvorecer saiba que um novo voo estará a ponto de nascer.

Voe a vida, até envelhecer.

Por Dias, Anderson

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Confissão de uma pedra


Confesso que ainda amo você,
Tento intensamente esquecer-te
Mas é nessa hora que infinitamente
Minha mente mais quer prender-te.

Aqui dentro, vivo o paradoxo,
De doar-te a total liberdade.
Mas o vôo que hoje fazes,
Estás longe de minha mocidade.

Fiquei como pedra ao relento,
E você a mais bela gaivota ao vento.
Distintos momentos, lamento e liberdade.

Só fico a sonhar uma última oportunidade,
De ver-te, aproximar-me e reconquistar-te
Confesso, não consigo deixar-te.

Por Dias, Anderson

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jeito de amargar


Anoiteceu e assim surge o vazio do meu peito,
Escureceu e assim nasceu o mundo do seu jeito.

Jeito que apesar de eu amar, não soube me ajeitar,
É, mas não tem jeito, quando alguém quer conhecer
As novas coisas do mundo, o jeito é largar e deixar.

Deixar a jóia perdida cair de jeito na mão
De quem apareceu com um jeito mais descolado.

Nas sombrias noites da cidade, todos são sujeitos,
As luzes, os prazeres, os mais belos, porém falsos dizeres,
E lá fora, você pode voar, pode alcançar, pode extravasar,
Pode dançar, tocar outrem, se entregar brevemente e pactuar.

E eu aqui, nem posso reclamar, sendo que já errei.

Já bebi a água desse mar, a gente só aprende a olhar diferente,
Quando perde o fôlego e se assenta no quebra-mar.

É, esse é o seu momento, o de se permitir e o de sonhar.

Então sonhe do seu jeito, enquanto a noite durar, até porque,
Amanhã seu sonho já pode nem mais respirar.

Porém, nesse alvorecer, se você deixar o tempo passar,
Aquele jeito que talvez não fosse tão perfeito
Você irá se recordar, sim, do sujeito sem jeito.

Mas, que sabia te amar naquele mundinho fechado.

Agora seu jeito tão lindo se machucou bem mais
No desbravar das coisas novas do mundo.

Olha o Sol nasceu! Já vou trabalhar. É, mesmo vazio,
Encho-me de deveres para esquecer esse pensamento vadio.

Mas o pior é saber que a noite virá, junto, o vazio,
Mas, com ele aprendi a amargar.

É o jeito!


Por Dias, Anderson