sábado, 1 de agosto de 2009

De minhas possessões


Folhas em branco, esferográfica,
Liberdade, dádiva e inspiração.
Assim foi minha primeira possessão,
E ao poetizar, senti o amenizar...

Dos meus lamentos, sofrimentos,
Dos meus insanos momentos.
Antes, via meus escritos arremessados
A outrem, a ninguém. A quem?

Mas, ao sentir o amenizar...
Prontamente, decorri a valorizar,
Minha subjetividade, minhas vontades,
Meu céu, meu hades.

Escrever a outrem ou ninguém?
Não! Não mais fiz assim!
De minhas possessões, aprendi,
A poetizar densamente a mim.

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mudança


Ainda que o aperto do iniciar da escuridão,
Tente tirar-me a concentração,
De minha nova meta, a mudança.

Firmo-me ainda mais para não frustrar-me,
Não quê aquilo que já me ocupou não possa voltar,
Mas sim, que a mudança, mostrou-me que independente do que for...

Só minha postura é o que me faz conquistar...
O velho, o novo, o renovo e aquilo que jamais ousei imaginar!

Por Dias, Anderson

terça-feira, 28 de julho de 2009

Diferente


Hoje acordei diferente.

Sorri diferente.

Ainda deitado, sozinho no meu quarto.

Parecia um "doente"!

Ah! Ao menos, me fez bem.

Não sei o porquê, mas foi diferente.


Por Dias, Anderson

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pela primeira vez


Pela primeira vez...

Ouvi sua voz e não senti necessidade de ti, tive calmaria, não senti aperto algum. Consegui aquela mesma postura que tu tevês, quando vistes, minhas lágrimas discorrerem veracidades, quando vistes minha inconseqüente atitude afim de não aceitar.

Foi numa quinta-feira de manhã, uma da qual nem consegui me levantar para realizar os meus afazeres, que venci meu coração, a ele eu disse:

- Aquieta-te!

Foi ali que venci, foi ali que minha homeostase veio a se organizar, daí, pude deitar-me e verdadeiramente meus olhos pregarem, daí, eu pude acordar e não sentir tua falta, daí, pude alimentar-me deveras das cousas saborosas, daí, pude pensar sem lembrar-te, daí, pude ouvir música de amor sem querer-te.

Desliguei-me!

Cheguei a pensar que não conseguiria desprender-me de ti, pois bem, enganei-me, eu consegui. Dei-me à liberdade, assim como tu fizeste, dei-me a mim mesmo e afirmei-me em oposição aos meus sentimentos.

Agora ao encontrar-te na rua, certamente, esboçarei um ligeiro sorriso, afinal, respeito-te. No entanto, não seremos pueris de acharmos que tudo há de ser tão natural, pois de fato não será. Somos adultos e saberemos nos comportar ante a essa condição.

Já que mencionei o saber, ultimamente tenho sabido, assaz, tenho aprendido, assaz, aprendi que não preciso odiar-te e nem amar-te, contudo o respeito deve-se jazer puro, intacto e veraz.

Estou bem, e creio que tu deste mesmo modo estás. Não busques saber de mim, pois a ti nada mudará, até porque, nossas inerências não mais existem.

E foi assim que tu escolheste!

Por Dias, Anderson

domingo, 26 de julho de 2009

Blá, blá


Orra, esses dias aí,
Decidi pensar...

Pô! Valeu a pena? Foi bom?

Ah, sei lá!

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Águas desse mar


Já sofri, já chorei nessas águas salgadas, minhas mágoas afogadas na ilusão, eu não soube conduzir o barco, não tiver forças para segurar o leme, não encontrei o marco do mapa.

E isto me ocorreu, logo que Vossa pessoa escolheu o desbravar do Novo Mundo, mas já aceitei a perda, sou marinheiro vivido, talvez não mui sabido, mas o pouco que sei foi através do sofrido. A pérola se foi na imensidão, muito além do mar morto, foi como um aborto à razão do meu navegar.

Ainda assim me restou meu velho casco batido, contudo valente, permaneço nas costas do meu velho continente, em minhas mãos fortemente, aperto minha corrente de fé e torno-me mais sorridente, mesmo fadigado.

Darei mais valor a minha terra, e por ela se necessário for provoco guerra, não vou mais chorar pelas perdidas da vida, nem pelas idas sem voltas. Amo meu barco, minha praia, meu aconchego, reparti do pouco que tinha, minha cumbuca de peixe, óleo e farinha.

Lembra da promessa que te fiz?

Se um dia me tornasse rei, de ti faria minha rainha.

Entretanto, a vida nos prepara distinção, donde, agente pára, reflete e consolida que na bonança do mar, não houve ladainha, porém quando veio a tempestade, tu deixaste minha alma sozinha em meio as águas agitadas, afim, de findar uma história e constituir-me feito lenda em teu coração.

Conheças, vá e conheças o novo mundo, vá e conheças o que o mesmo lhe reserva, fantasias, tropicalismo, calor exacerbado, suor, muito suor, deseje o peridesmo desconhecido, sobrepuja-se aos teus sentimentos momentâneos.

Troque o navegar de um destino certo, porém, longínquo pelo destino incerto, mas, mui, mui atraente, eu sei.

Deleite-se!

Enquanto eu vou lutar por minhas “dracmas” e navegar próximo ao penhasco sombrio, vou suportar o meu frio sem teu calor, porém amanhã sairei novamente a navegar, quem saiba não encontre uma nova pérola da qual de corpo e alma eu possa amar, aqui vou ficar, eternamente, nas águas desse imenso mar.

Por Dias, Anderson

Voo da vida


Às vezes engasgo, quando vejo o tamanho do rasgo, do estrago, fico gago. A dor da remoção da carne dói, moí o coração. No entanto a dor se faz necessária, quando há uma nova viagem, marcada para o piloto aprendiz.

Aquele plano faliu, mas nem por isso tu vai declinar tua existência a fio, ame-se, e encontre o novo caminho, por mais que nesse, tu caminhes sozinho. Sem alento humano, sem o gosto do vinho.

Seja soberano, por mais que ainda se sinta tolo perante os erros, suas deformidades não suportam as decepções, pois estas as levam ao merecido enterro. Olhe adiante, o horizonte é uma linha que estremece, vista de longe, e se move conforme sua prece.

Um passo à frente e não existe mais aquela condição, que te trouxe tristeza, choro, lamúria e maldição. O mais interessante do passado é que ele passou, e não mais pode ser tocado, no entanto, o mais belo é que nas páginas em branco, tu podes fazer o registro de uma nova história.

Traçar uma nova trajetória, e alçar voo sem medo, sem tremer os joelhos e roer as unhas dos dedos. E vai deixando cair marcas, aquelas que o impedem de viver o novo, jogue fora as roupas, compre novas, jogue fora as fotos, pois novas paisagens virão, jogue fora aqueles velhos versos, pois não fazem mais sentido e certamente virá inspiração, deixe de ser pirado do passado, e seja louco por um novo traçado.

Então, rasgue, esmague, mesmo que engasgue, tem que se libertar, a aurora já está a chegar, e durante o voo, logo saberá onde e quando pousar. Até porque, essa é a hora de começar à viajar, sem dor, sem mácula.

Firme um novo plano, use as armas que a lição de vida lhe deu, doeu, eu sei, mas a carne morreu. De desilusão ninguém merece morrer, pois a mesma prega peça, para que tu peças à Deus, o saber do viver. Viva, por mais que o plano do dom maior tenha de morrer, todavia, no próximo alvorecer saiba que um novo voo estará a ponto de nascer.

Voe a vida, até envelhecer.

Por Dias, Anderson

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Confissão de uma pedra


Confesso que ainda amo você,
Tento intensamente esquecer-te
Mas é nessa hora que infinitamente
Minha mente mais quer prender-te.

Aqui dentro, vivo o paradoxo,
De doar-te a total liberdade.
Mas o vôo que hoje fazes,
Estás longe de minha mocidade.

Fiquei como pedra ao relento,
E você a mais bela gaivota ao vento.
Distintos momentos, lamento e liberdade.

Só fico a sonhar uma última oportunidade,
De ver-te, aproximar-me e reconquistar-te
Confesso, não consigo deixar-te.

Por Dias, Anderson

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jeito de amargar


Anoiteceu e assim surge o vazio do meu peito,
Escureceu e assim nasceu o mundo do seu jeito.

Jeito que apesar de eu amar, não soube me ajeitar,
É, mas não tem jeito, quando alguém quer conhecer
As novas coisas do mundo, o jeito é largar e deixar.

Deixar a jóia perdida cair de jeito na mão
De quem apareceu com um jeito mais descolado.

Nas sombrias noites da cidade, todos são sujeitos,
As luzes, os prazeres, os mais belos, porém falsos dizeres,
E lá fora, você pode voar, pode alcançar, pode extravasar,
Pode dançar, tocar outrem, se entregar brevemente e pactuar.

E eu aqui, nem posso reclamar, sendo que já errei.

Já bebi a água desse mar, a gente só aprende a olhar diferente,
Quando perde o fôlego e se assenta no quebra-mar.

É, esse é o seu momento, o de se permitir e o de sonhar.

Então sonhe do seu jeito, enquanto a noite durar, até porque,
Amanhã seu sonho já pode nem mais respirar.

Porém, nesse alvorecer, se você deixar o tempo passar,
Aquele jeito que talvez não fosse tão perfeito
Você irá se recordar, sim, do sujeito sem jeito.

Mas, que sabia te amar naquele mundinho fechado.

Agora seu jeito tão lindo se machucou bem mais
No desbravar das coisas novas do mundo.

Olha o Sol nasceu! Já vou trabalhar. É, mesmo vazio,
Encho-me de deveres para esquecer esse pensamento vadio.

Mas o pior é saber que a noite virá, junto, o vazio,
Mas, com ele aprendi a amargar.

É o jeito!


Por Dias, Anderson

sábado, 2 de maio de 2009

Saudades


São só alguns dias, no entanto parecem eternos nessas horas, deste mesmo modo parece que vou morrer de saudades de ti. Saudade de seu sabor, do qual me deleito, ao beijar sua boca, tão macia, tão gostosa e deveras enlouquecedora.

Saudade de sua alegria, donde me entrego, donde me solto a rir sem vergonha, sem modos ou preocupações. Saudade de nossa união, tão bela em seu compromisso, em veraz aliança, vivida uma no outro, quão intenso.

Saudade de sua dádiva para comigo, de sua graça exacerbada ao cuidar de mim. Saudade de seu amor. Ah Saudade! De todo seu amor, amor sem entrave, além do mais, tu és perfeita ao amar, perfeita no amor e perfeita de ser amada.

Saudade de sua delicadeza, articulada na sua forma de ser mulher, em seus gestos em seus suaves toques. Sim! Saudade de ti meu amor! No entanto, toda esta saudade alimenta ainda mais minha esperançosa vontade de ver-te, juntinha de mim, sobre o crepúsculo de uma cansada segunda-feira.

Ainda assim terei forças do fundo de minhas entranhas, obtidas através das saudades de ti, contudo as gastarei inteiramente contigo, por ti, por mim, por nós. Sei que vai voltar meu amor!

Por Dias, Anderson

quarta-feira, 25 de março de 2009

O mais belo dom é mecânico


Meus escritos
não nascem mais quão no passado.
Agora me sinto reprimido num só cômodo
onde nem tanto me acomodo,
muito menos penso do meu modo.
Meu encéfalo, falou que não queria ser mecânico,
que estaria a ponto de entrar em pânico,
e que eu tornar-me-ia afânico. Vai vendo!

Minha vida é uma porta, que logo me deparo com
arquivos, dos quais tenho aversão dos mortos e vivos.
Um ar- condicionado que não esfria o meu desejo de escrever
os meus desejos
Papéis escritos, mas nenhum são meus, canetas azuis, ou pretas
das quais uso sem paixão, escrevo coisas que não saem do meu coração.
Vejo uma bela paisagem no monitor, irreal na minha realidade prisional,
devido ao meu interesse salarial.

Ai vida!

Vida?

Que vida é essa?


Sistemática, apática, sem tática, mesmas práticas...
Observada, analisada, vigiada, monitorada...
Subordinada, mandada, pressionada, mal alimentada...

Vai vendo!

E o pior de tudo é que chorar não vai adiantar,
vai ou racha, indo ou ficando a vida vai continuar.

Não sei como, mas continuar ela vai!


Por Dias, Anderson

quarta-feira, 11 de março de 2009

O menino daqui e o samba de lá


No toque de outrora
De oriundo sentimento,
De uma vaga tristeza
Veraz avivamento.

Cresceu desse lado
Ouvindo esses papos de lá.
Ainda tão menino
Preferiu os papos de lá.

Descendência incomum
Pra quem tocava o pandeiro
E o menino sorria de fora
Já se sentido bandeiro.

Mas falaram pra ele
Esse não era seu cultivo,
Foi nessa vaga tristeza
Que o menino achou seu motivo.

Essa terra é tão linda
Mas faltava esse sentimento,
Tristeza tão nobre
Que trouxe o tal crescimento.

E total entendimento
Do fiel amigo pandeiro,
Que apanha o dia inteiro
Pra esse povo cantar.

E o sol vai raiar
E o samba de lá
Já vai descansar
E o menino dormir.

Para um eterno sonhar
E a tristeza reconquistar
Na essência do samba
Pra mais tarde voltar.

Assim cresce fiel na prece
Se entristece no falso matiz,
Poucos são os momentos
Que o tornam feliz.

Na roda de samba
Ainda o esboça um ligeiro sorriso
Da poesia tão triste
Feita com compromisso.

E o amor do menino
Pelo samba de lá,
Lá de outrora, de outra hora
É o que o faz cantar.

De maneira que outrem
Venham a pasmar
Pela tristeza de quem
O samba sabe amar.

É menino daqui
Com aquele samba de lá,
E se foi isso que ele gostou
Quem pode o fazer desgostar?


Por Dias, Anderson

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Incondicional


Não consigo mais esconder-me
Necessito respirar Teu ar.
Sinto falta de Tuas asas
Onde sempre pude me abrigar.

Tua fidelidade foi o que me resguardou
Atentamente a mim, sempre vigiou.
Emocionei-me ao sentir Tua concórdia
Senti-me livre pela Tua misericórdia.

Foi tão perfeito, sim. Talvez indigno
Mas me fez tão bem, sim. Foi benigno.
Assim tornei-me livre do maligno!

Foi maravilhoso, sim. Foi paternal
Foi grandioso, sim. Será eternal.
Ai! Obrigado Jesus, isto é incondicional!

Por Dias, Anderson

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Divina Arquitetura Planejada


Prepararem-se, foi gerado o testamento que compõem o projeto da divina arquitetura planejada. Foi constituída a lei do progresso de um novo tempo, o Mestre já escreveu os intentos da nova aliança, uma nova terra.Todos os projetos fracassados, destruídos e frustrados, foram reerguidos e trabalhados.

Sonhos agora são mais que um esquema de papel. A Nova Jerusalém da arquitetura divina está perfeitamente programada. Existe uma estratégia de segurança composta por anjos guerreiros, comandada pelo anjo Assolador, afim de não permitir a intervenção dos arquiinimigos das hostes da maldade, estão incumbidos de devastar toda obra maligna e as antigas ruínas oferecidas aos pagãos. Os operários estão livres da morte, do pecado, não existe acusação sobre eles. Nenhum engano, falha ou erro cometido no passado tem repercussão nesse tempo da divina arquitetura, o perdão foi liberado e assim a cegueira erradicada.

E esse é o tempo, o inferno estremece a cada bloco divino colocado no devido lugar, tudo tem sentido, cada bloco um significado. O medo é um mero nome, pois o castelo da coragem foi minuciosamente reerguido, as armas foram tomadas das mãos demoníacas, e usadas a favor da divina arquitetura planejada. E os homens? melhor agora pois são novos homens, porém já vividos, sobretudo renascidos em espírito e agora são as melhores ferramentas.

O exercito da Arquitetura prossegue e a cada passo de um operário um novo bloco compõe o plano e assim és ligado ao Céu. O projeto da divina arquitetura foi idealiza, e assim se foi dado o caráter ideal para aquilo que Deus o Grande Arquiteto projetou, e ainda foi tomada a chave da morte e do inferno das mãos de Satanás, e o mal foi derrotado pela força suprema do corpo de Cristo que se move hoje e sempre sobre o plano da divina arquitetura. Eis a edificação de nossa cidade, agora se indague, agindo Deus quem impedirá?

Sejam bem-vindos a Nova Jerusalém da arquitetura planejada.

Por Dias, Anderson

sábado, 24 de janeiro de 2009

A Meretriz


Perversa e mascarada
Falsa, mas linda.
No mundo da roda
A perfeita, bem vinda.

Não se importa por ética
Dedicada à estética.
De fé inabalável,
Ou talvez cética.

Mostra-se durona
Mas oculta sentimentos.
Parece mais cibernética
Ao acelerar os batimentos.

Provoca pane nos testamentos
De total consentimento,
Algoz, das esposadas
Ela faz o que outras não fazem.

Abusada no carro
Motéis e pousadas.
Ela finge bem,
Trabalha como atriz.

Uma hora de contrato
Estrelando A Meretriz.
É de caras e bocas
Chamando atenção.

Dos de gravatas e tocas
E assim aumenta seus valores,
Diminuindo o seu próprio
Sem menção do opróbrio.

Hoje padece sozinha, pois
Esqueceram a mais querida...
Com Síndrome de deficiência
Imunológica adquirida.

Por Dias, Anderson