domingo, 7 de agosto de 2011

"Vou sentar...

...nessa velha cadeira,
Tirar aquele velho livro que esqueci na prateleira.
E parar de pensar nas cousas de outrora.
Quem sabe assim eu encontre boas novas para minha existência."

Por Dias, Anderson

sábado, 6 de agosto de 2011

Sobre A Retórica Reversa

A gente tem a moral de utilizar da retórica para passarmos uma imagem de caráter. Entretanto caráter não é palavra, caráter é comportamento observável. A palavra por mais bela que seja tem o poder de esconder a veraz finalidade. Agora tua atitude não, pois ela é assistida. Ora por pessoas desatentas, ora por olhos inteligentes. Portanto, frases de efeito, ou frases intencionalmente motivadas afim, de defender sua imagem, não vão colar para os que conhecem suas perigosas investidas de caráter, se não perverso, um tanto duvidoso. Não use palavras de valores para se defender. Comporte-se com atitudes de valores para que de fato possa representar como alguém digno, daquilo que podemos chamar de elo amistoso.

Por Dias, Anderson

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Máximas Sobre o Vício: O Pecado do Homem

As dificuldades dos homens não passam de vícios. Vício de tudo, de drogas, status, sexo, ciúme, controle, dinheiro, paixão, sucesso, comodismo e etc...

Não é seu erro por si só que te destrói, e sim um ciclo sucessivo de erros, que se tornam vícios. Isto destrói o homem.

Quando falam que é o pecado que mata o homem. Logo penso, o vício mata o homem.

O pecado destrói quando o homem se dá ao vício de suas paixões.

O vício é uma história de erros/pecados.

O pecado é apenas um erro numa história.

O amor de Deus transcende o erro de sua história. Porém, não te permita o vício, que te traz o devido salário.

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 8 de julho de 2011

"Abrir a torneira...

...É ter a certeza do fluxo,
Que lava, limpa e refresca,
A alma cansada dessa era."

Por Dias, Anderson

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Não escutem...

...as palavras, escutem apenas o que a voz lhes conta, o que os movimentos contam, o que a postura conta, o que a imagem conta. Se você tem ouvidos, então sabe tudo sobre a outra pessoa. Você não precisa escutar o que a pessoa diz, mas escute os sons, eles contam tudo."

Por Cecilia Meireles

domingo, 5 de junho de 2011

Coração em série - Parte II


Coração que explode na hora mais exata.
Coração que alucina na sua verdade.
Coração que almeja, coração que implora.
Coração que ainda duvidoso, aceita o que lhe parece obscuro.
Coração que é simples, mas não desiste.
Coração que tenta, e por fim se alcança.

Por Lucas Vianna

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Teu olhar


Olhei-te, tremi.
Sonhei-te, senti,
Tão longe de tocar-te.
Te vi sem mim.

Olhei-te perdi,
Nesse jogo,
Que sempre venci.
Em ti me perdi.

Teu olhar, entorpeceu
Meu eu. Teu bem estar,
fingiu que não percebeu.
Em teu olhar o meu

Se perdeu. Em mim
Um desatino, piração.
Teu olhar, belo tiro
Em meu delíquio coração.

Por Dias, Anderson

"O destino é...

...lindo, maduro, duro, bem vindo, tino, puro, obscuro, hino, reza, preza, sorte, perda, norte, vida, morte..."

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Consciência perdida


Eu nasci e logo perdi o meu conforto. Logo perdi a minha proteção e ganhei o horizonte das possibilidades e suas repercussões. De frente para reto da riqueza disso tudo, acabei por perder o rumo e o sentido, talvez os significados, não todos, pois tenho cicatrizes das perdas que provei. Mas o pior, acometi a mim mesmo, as lições que muito me era útil naqueles dias, eu não as guardei na memória para seguir a vida e as perdi pelos atalhos. De nada vale provar se não trouxer para si as devidas lições, é como sofrer e não aprender com as dores.

Eu perdi a minha própria ingenuidade, como mais adiante deste ciclo a minha mocidade. Eu perdi a habilidade de perceber a razão, assim como as noções do perigo e das exposições. Acabei por perder até mesmos os meus sorrisos mais singelos e sinceros e por causa dos meus anseios impulsivos perdi a minha alegria, juntamente os meus medos mais severos.

Medos estes que me regravam, agora não mais existem em meu complexo. Com isso perdi meus valores, o valor do sabor, do sentir-se pleno e sadio. Tantas milhas percorridas a mercê das escolhas me trouxeram de presente as repercussões. Só não perdi a consciência de tudo que perdi. E tudo que perdi foi aquilo que um dia eu ganhei. Eu era um ganhador de chances, ganhei da vida as melhores oportunidades, todavia eu não as aproveitei. Eu perdi. Eu perdi a vida e como prêmio de tudo ganhei a triste consciência de um ser perdido.

Por Dias, Anderson

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Não interprete...

...erroneamente, se queres de fato propagar a mudança num dado contexto, seja o primeiro a não inferir, a não delatar e gerar sublevação sem JUSTA causa. Seja o primeiro a compreender o que de fato sucede, para depois proporcionar a mudança.

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Dentro de mim


Eu cansei! Eu cansei desse peso mortal. Percebi a exaustão nessa tarde de véspera mui morta. Quantas portas eu deixei de adentrar por conta de minhas culpas? Quantas datas vão passar donde estarei a pensar naquilo que já se fora pelas veredas do passado? Ainda tão vivas dentro de mim, ainda tão vivas!

Percebi que o tempo não cura, quando o interior se mostra cauterizado, permitindo dessa forma a chaga na alma. E que a calma torna-se comprometida sobre o sinal de qualquer situação ameaçadora. Daí os fantasmas tomam conta do meu corpo, da minha estrutura. Nessa hora parece que nada pode reparar tal ruptura no meu “eu”. Tão paradoxal. Quão inocente? Quão culposo?

Eu cansei desse jogo mortal! E nessa tarde, uma lágrima caiu e senti que ainda estou preso há um conto indissolúvel e que talvez esse jogo seja indissociável a construção da minha estória tão real. Afinal a vida é um jogo que nos proporciona escolhas reais e que depois de cada escolha o que nos resta é saber viver com as resultantes de cada uma delas. Agora estou eu a cá me adaptando a minhas conseqüências, buscando encontrar a minha paz. A tão sonhada paz! Porque ainda acredito que ela possa existir em algum lugar dentro de mim.

Por Dias, Anderson

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"É importante...

...parar para refletir sobre si, nisso há a possibilidade de você descobrir-se"

Por Dias, Anderson

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Erro, Deus e amor

O erro é meramente um erro. A sinceridade transcende qualquer expectativa de culpa. O amor de Deus vai além. Na sinceridade sucede o perdão e rompe-se a culpa. Por isso transcende. O amor de Deus vai além e não se compara ao amor do homem. Ademais entenda uma coisa ainda que com Cristo, somos humanos. E a relação com Deus não se dá numa troca afetiva. E sim, sobretudo pela imensurável misericórdia de Deus. Portanto, ainda que eu O ame de todo meu coração. Jamais alcançarei mutualidade. Entenda-se, ainda que cristão, humano, demasiadamente humano. Ou seja, seu amor pára na condição de homem. O de Deus não.

POr Dias, Anderson

sábado, 9 de outubro de 2010

Ainda que na pequenez


Tu queres ensinar-me aquilo que subjetivamente não quero. Além do mais queres aquilo que jamais ousei conhecer. Indago-te: - Donde pretendes levar-me? O que intenta fazer?
Diga-me Mestre! Por que tais ensinamentos um tanto me fazem sofrer? O que queres arrancar de mim? O que queres matar em mim?

Se há, portanto nisso tudo finalidade traga-me a tona à minha consciência! Traga-me a ciência de tudo ou a ciência de tudo poderia por tudo a perder? Será que por eu ser um ser demasiadamente moribundo poderia deste modo teu plano querer mudá-lo quase que por todo?

Talvez minha concupiscência gritasse por tal mudança e a mesma regrar-me-ia. Esta ditaria o jogo. Mestre, na realidade isto de fato é o que sucede. Eu sei que sucede. Eu sei que ela quer. Mestre, todavia tu sempre estás disposto a ensinar-me ainda que nas minhas limitações. Ela não! Sempre disposto a dedicar-se por mim. Ela não! Sobretudo tão disposto a entregar-se sem hesitações. Tu, mestre, fazes em amor e por amor a mim. Ela não! Ainda que eu sofra, Tu queres fazer-me grande mediante minha pequenez.

Por Dias, Anderson

domingo, 3 de outubro de 2010

Felicidade


Deixa a poesia florescer
Felicidade quando vens brotar
Deixa a poesia alvorecer
Felicidade quando vens raiar.

Sobre a terra,
Sobre o mar,
Sobre mim.

Felicidade quando vens me visitar.
Deixa florescer, deixar alvorecer.
Felicidade vem me visitar,
E deixe-me ser

Feliz na poesia,
No ritmo,
No ser.

Por Dias, Anderson