quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Um lugar para nada mais


Aqui, o que não quero ver, os meus olhos são atraídos,
Aqui não quero meus pés, mas aqui estão. Distraídos.
O que não quero fazer é o que faço.
E nesses passos malucos eu me caço.

Ah! Eu cansei daqui e disso tudo!

Quero ir a outro lugar, passo a passo para não mais volver.
É hora de vestir-me feito homem e posicionar-me. Escolher!
Desbravar um novo tracejo.
E nessa saga algo novo encontrar, um lugar.

Algo a mais, algo assaz!
E nesse lugar encontrar...
Eu mesmo, meu bem-bom, minha paz.
E se isso eu alcançar, quererei nada mais!

Por Dias, Anderson

2 comentários:

Dário disse...

Na viagem que fazemos para fora acabamos por descobrir muito de nós mesmos. O que é nosso, nossos instrumentos de desbravamento. Passamos a saber, também, qual é a bagagem desnecessária.
Abrir mão é, em muitos momentos, a escolher mais premente a ser feita.
Assaz reveladoras do teu novo rumo estas suas palavras.
Paz, luz e poesia para o que ainda não podemos mudar.

Sefi disse...

acho que esse lugar não está longe e sim bem pertinho: é dentro de nós. Nos conhecermos, sabermos o que somos, quem somos e assim nos acietarmos por inteiro, por nossa história, por nossa vida, por nossas escolhas e saber que mesmo quando somos quem somos, com toda nossa luz e sombra, podemos também trilhar diferente e como o comentarista acima disse muito bem, abrirmos mão da bagagem desnecessária, que não nos serve mais. nos tornarmos pessoas melhores para nós mesmos e para os que nos cercam.
E gostei também do final acima: Paz, luz e poesia para o que não podemos mudar.

um abraço beem forte
Sefi

PS: descobrindo talentos!!!
Adorei, Andermaster ;-), contintinue a se expressar dessa forma linda que é a poesia.