segunda-feira, 30 de maio de 2011

Teu olhar


Olhei-te, tremi.
Sonhei-te, senti,
Tão longe de tocar-te.
Te vi sem mim.

Olhei-te perdi,
Nesse jogo,
Que sempre venci.
Em ti me perdi.

Teu olhar, entorpeceu
Meu eu. Teu bem estar,
fingiu que não percebeu.
Em teu olhar o meu

Se perdeu. Em mim
Um desatino, piração.
Teu olhar, belo tiro
Em meu delíquio coração.

Por Dias, Anderson

"O destino é...

...lindo, maduro, duro, bem vindo, tino, puro, obscuro, hino, reza, preza, sorte, perda, norte, vida, morte..."

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Consciência perdida


Eu nasci e logo perdi o meu conforto. Logo perdi a minha proteção e ganhei o horizonte das possibilidades e suas repercussões. De frente para reto da riqueza disso tudo, acabei por perder o rumo e o sentido, talvez os significados, não todos, pois tenho cicatrizes das perdas que provei. Mas o pior, acometi a mim mesmo, as lições que muito me era útil naqueles dias, eu não as guardei na memória para seguir a vida e as perdi pelos atalhos. De nada vale provar se não trouxer para si as devidas lições, é como sofrer e não aprender com as dores.

Eu perdi a minha própria ingenuidade, como mais adiante deste ciclo a minha mocidade. Eu perdi a habilidade de perceber a razão, assim como as noções do perigo e das exposições. Acabei por perder até mesmos os meus sorrisos mais singelos e sinceros e por causa dos meus anseios impulsivos perdi a minha alegria, juntamente os meus medos mais severos.

Medos estes que me regravam, agora não mais existem em meu complexo. Com isso perdi meus valores, o valor do sabor, do sentir-se pleno e sadio. Tantas milhas percorridas a mercê das escolhas me trouxeram de presente as repercussões. Só não perdi a consciência de tudo que perdi. E tudo que perdi foi aquilo que um dia eu ganhei. Eu era um ganhador de chances, ganhei da vida as melhores oportunidades, todavia eu não as aproveitei. Eu perdi. Eu perdi a vida e como prêmio de tudo ganhei a triste consciência de um ser perdido.

Por Dias, Anderson

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Não interprete...

...erroneamente, se queres de fato propagar a mudança num dado contexto, seja o primeiro a não inferir, a não delatar e gerar sublevação sem JUSTA causa. Seja o primeiro a compreender o que de fato sucede, para depois proporcionar a mudança.

Por Dias, Anderson

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Dentro de mim


Eu cansei! Eu cansei desse peso mortal. Percebi a exaustão nessa tarde de véspera mui morta. Quantas portas eu deixei de adentrar por conta de minhas culpas? Quantas datas vão passar donde estarei a pensar naquilo que já se fora pelas veredas do passado? Ainda tão vivas dentro de mim, ainda tão vivas!

Percebi que o tempo não cura, quando o interior se mostra cauterizado, permitindo dessa forma a chaga na alma. E que a calma torna-se comprometida sobre o sinal de qualquer situação ameaçadora. Daí os fantasmas tomam conta do meu corpo, da minha estrutura. Nessa hora parece que nada pode reparar tal ruptura no meu “eu”. Tão paradoxal. Quão inocente? Quão culposo?

Eu cansei desse jogo mortal! E nessa tarde, uma lágrima caiu e senti que ainda estou preso há um conto indissolúvel e que talvez esse jogo seja indissociável a construção da minha estória tão real. Afinal a vida é um jogo que nos proporciona escolhas reais e que depois de cada escolha o que nos resta é saber viver com as resultantes de cada uma delas. Agora estou eu a cá me adaptando a minhas conseqüências, buscando encontrar a minha paz. A tão sonhada paz! Porque ainda acredito que ela possa existir em algum lugar dentro de mim.

Por Dias, Anderson

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"É importante...

...parar para refletir sobre si, nisso há a possibilidade de você descobrir-se"

Por Dias, Anderson

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Erro, Deus e amor

O erro é meramente um erro. A sinceridade transcende qualquer expectativa de culpa. O amor de Deus vai além. Na sinceridade sucede o perdão e rompe-se a culpa. Por isso transcende. O amor de Deus vai além e não se compara ao amor do homem. Ademais entenda uma coisa ainda que com Cristo, somos humanos. E a relação com Deus não se dá numa troca afetiva. E sim, sobretudo pela imensurável misericórdia de Deus. Portanto, ainda que eu O ame de todo meu coração. Jamais alcançarei mutualidade. Entenda-se, ainda que cristão, humano, demasiadamente humano. Ou seja, seu amor pára na condição de homem. O de Deus não.

POr Dias, Anderson

sábado, 9 de outubro de 2010

Ainda que na pequenez


Tu queres ensinar-me aquilo que subjetivamente não quero. Além do mais queres aquilo que jamais ousei conhecer. Indago-te: - Donde pretendes levar-me? O que intenta fazer?
Diga-me Mestre! Por que tais ensinamentos um tanto me fazem sofrer? O que queres arrancar de mim? O que queres matar em mim?

Se há, portanto nisso tudo finalidade traga-me a tona à minha consciência! Traga-me a ciência de tudo ou a ciência de tudo poderia por tudo a perder? Será que por eu ser um ser demasiadamente moribundo poderia deste modo teu plano querer mudá-lo quase que por todo?

Talvez minha concupiscência gritasse por tal mudança e a mesma regrar-me-ia. Esta ditaria o jogo. Mestre, na realidade isto de fato é o que sucede. Eu sei que sucede. Eu sei que ela quer. Mestre, todavia tu sempre estás disposto a ensinar-me ainda que nas minhas limitações. Ela não! Sempre disposto a dedicar-se por mim. Ela não! Sobretudo tão disposto a entregar-se sem hesitações. Tu, mestre, fazes em amor e por amor a mim. Ela não! Ainda que eu sofra, Tu queres fazer-me grande mediante minha pequenez.

Por Dias, Anderson

domingo, 3 de outubro de 2010

Felicidade


Deixa a poesia florescer
Felicidade quando vens brotar
Deixa a poesia alvorecer
Felicidade quando vens raiar.

Sobre a terra,
Sobre o mar,
Sobre mim.

Felicidade quando vens me visitar.
Deixa florescer, deixar alvorecer.
Felicidade vem me visitar,
E deixe-me ser

Feliz na poesia,
No ritmo,
No ser.

Por Dias, Anderson

sábado, 18 de setembro de 2010

"Toda vez...

... que agente parte. Agente sabe que vai voltar.
Toda vez que agente chora. Agente sabe que um dia a lágrima vai secar.
Toda vez que agente se nota fraco. Agente sabe que força irá encontrar.
Toda vez que agente sorri. Agente sabe que as coisas vão melhorar."

Por Dias, Anderson

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Caso eu envelheça


Quem não quer fazer mais?
Quem sabe donde pode achegar?
Dois decênios para mim
Foram relevantes para eu pirar.

Forjei bagagem e não posso abandonar
Meus afazeres, tampouco,
O sabor dos dissabores
E o desprazer dos prazeres.

Não deixarei minhas convicções
Ao relento, muito menos,
Ignorarei minhas incertezas.

Portanto, irei a existir
Suceder, anotar, depois dizer
Tudo, caso eu envelhecer.

Por Dias, Anderson

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Para mudar


Estou para mudar de paixão.
Estou para mudar de amor.
Estou para mudar o ritmo

Do meu coração.
Estou para mudar e não mais
Voltar a casa da ilusão.

Por Dias, Anderson

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Esmiúce-me


Esmiúce minha história,
Esmiúce minha vida.
Encontrarás bons caminhos
E uma ida perdida.

Por Dias, Anderson

Imagem (Fragmentação) por Ricardo Biancarelli

"Ainda...

que no deserto jamais deserte seus sonhos."

Por Dias, Anderson

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Por vezes...

...para nos tornamos homens, custa-nos grande parte de todo o ciclo vital, entretanto para nos tornarmos feras bestiais, basta-nos o singelo giro dos segundos."

Por Dias, Anderson